Unidades de conservação · uso da terra · passo a passo
Como ler uma unidade de conservação no Yvynation, de dentro para fora
Escolha uma unidade do Cadastro Nacional de Unidades de Conservação e o Yvynation devolve quarenta anos de MapBiomas, a perda de floresta medida pelo Hansen, uma linha do tempo de desmatamento, regeneração e fogo, e a mesma leitura para os 10 km em volta. Aqui a gente abre uma unidade de verdade e segue de onde vem cada número.
Carregando o exemplo no Earth Engine (a primeira visita pode levar até um minuto)…
—área da unidade (geometria do CNUC) real
—vegetação nativa dentro, no último ano
—vegetação nativa em volta
—de cobertura arbórea perdida dentro, 2001–2024 (Hansen) real
real calculado agora, a partir de dado de satélite ou da geometria do catálogo.
ausente análise que não respondeu neste cálculo.
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Escolher a unidade no catálogo do CNUC
O Yvynation traz as 3.247 unidades de conservação do CNUC, federais, estaduais e municipais, com categoria, grupo e esfera. O grupo muda a leitura: na proteção integral não se espera uso direto; no uso sustentável, caso das reservas extrativistas e das florestas nacionais, é o plano de manejo que diz que uso cabe ali.
No aplicativo: na portada, o cartão Análise de Unidades de Conservação; na barra lateral, Área de estudo, com a busca e a lista. Link direto: /?modo=unidade-conservacao&busca=….
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Dez quilômetros em volta, para comparar
Um número dentro da área só ganha sentido ao lado do que acontece fora dela. Assim que a área é escolhida, o Yvynation cria sozinho um anel de 10 km para fora da divisa e roda nele as mesmas análises.
No aplicativo: painel Buffer Zone na barra lateral: o anel de 10 km nasce junto com a área, e outro raio pode ser pedido em Create.
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Dentro e fora, no último ano
O MapBiomas Coleção 11 classifica todo ano cada pixel de 30 m do Brasil. A área de cada classe sai do tamanho real de cada pixel, não de 900 m² fixos. As barras comparam a fatia de cada classe dentro e em volta.
No aplicativo: botão Executar todas as análises no topo e aba MapBiomas em Resultados.
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Quarenta anos em três fotografias
A mesma conta em 1985, 2005 e 2025: quanto de cada zona é vegetação nativa (floresta, savana e campos). No mapa, o primeiro ano da série, para comparar com o passo anterior.
No aplicativo: aba Comparar (dois anos lado a lado) e aba Multi-window (vários anos de uma vez).
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O que virou o quê
O diagrama liga cada classe de 1985 à classe que o mesmo pixel tinha em 2025. A faixa que liga uma classe a ela mesma é o que ficou igual; as que cruzam são a mudança.
No aplicativo: aba Comparar, com a matriz de transições, e aba Treemaps, uma por classe.
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Uma segunda opinião sobre a floresta
O Hansen/UMD mede outra coisa: cobertura de árvores, não classes de uso. Parte da copa de 2000, marca o ano em que cada pixel perdeu as árvores e soma um ganho sem data. Quando MapBiomas e Hansen contam a mesma história, ela fica mais firme.
No aplicativo: aba Hansen GFC, e aba Hansen/GLAD para a cobertura de um ano.
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Ano a ano: desmatamento, regeneração e fogo
A linha do tempo junta quatro séries anuais: o desmatamento de vegetação primária e a regeneração (MapBiomas Desmatamento e Vegetação Secundária), a perda de copa (Hansen) e as cicatrizes de fogo (MapBiomas Fogo).
Numa unidade de uso sustentável, parte da mudança pode ser uso previsto no plano de manejo. Pasto em larga escala dentro de uma reserva extrativista, não.
No aplicativo: aba Timeline, que pode sobrepor o contexto político (governos federal e estadual) e o ENSO.
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A mesma linha, dentro e fora
Para comparar zonas de tamanhos diferentes, o desmatamento vira hectares por 1.000 hectares de cada zona. Se a linha de fora sobe e a de dentro não, a divisa está segurando; se as duas sobem juntas, a pressão já atravessou.
No aplicativo: aba Timeline, com a zona de amortecimento ligada.
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Relatório, tabelas e mapas para levar
Tudo o que aparece nas abas sai do aplicativo: relatório em PDF, tabelas em CSV, mapas e gráficos em PNG, num ZIP só. Os dados gerados no Yvynation são abertos (CC BY 4.0), com a fonte de cada camada.
No aplicativo: painel Export & Download abaixo dos resultados, e Como Citar no topo.
yvynation.umaterra.com.br
Carregando…real
Calculando o exemplo no Earth Engine (a primeira visita pode levar até um minuto)…
O aplicativo com a Resex Jaci-Paraná escolhida e a zona de 10 km. print
O que o Yvynation não diz
Não julga o plano de manejo. O satélite mostra a cobertura; se um uso é permitido depende da categoria, do plano de manejo e das autorizações, que não estão aqui.
Não diz quem desmatou. Embargos, autos e processos ficam de fora. Para os embargos do IBAMA, veja o Naturametrics.
A zona de 10 km não é a zona de amortecimento legal. É um anel de comparação, igual para toda unidade. A zona de amortecimento oficial, quando existe, vem do plano de manejo.
A divisa é a do CNUC. Unidades recategorizadas, desafetadas ou com limites alterados por lei podem ter outro desenho hoje.
Não enxerga abaixo de 30 m. Extração seletiva de madeira e degradação sob a copa escapam do MapBiomas e do Hansen.
O CNUC é o cadastro nacional das unidades criadas sob o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC, Lei 9.985/2000), publicado pelo Ministério do Meio Ambiente com o ICMBio, que administra as federais. Ele também lista as unidades estaduais e municipais. Como o das terras indígenas, é um limite oficial e enumerável: dá para comparar unidades no país inteiro e rodá-las em lote. Biondo et al., Registry, coordinate, cadastre (manuscrito em preparação, 2026).
O anel é exclusivo: começa na divisa e deixa a própria área de fora, para que nenhum hectare entre nas duas contas. Mesmo assim, ele é uma região de comparação, não um contrafactual. O desmatamento empurrado de dentro para fora (o chamado vazamento) aumenta o contraste, e áreas protegidas costumam ser criadas em terras que já eram menos ameaçadas (Ewers & Rodrigues, 2008; Joppa & Pfaff, 2009). Por isso a tela compara, mas não credita à divisa a diferença. Biondo et al., Registry, coordinate, cadastre (manuscrito em preparação, 2026).
A área vem de pixelArea(), a área de verdade de cada pixel, e não do número de pixels vezes 0,09 ha. O pixel do MapBiomas é medido em graus, e sua área encolhe à medida que se afasta do Equador. A convenção nasceu no Naturametrics e chegou ao Yvynation em agosto de 2026, um dos módulos que circulam entre as três ferramentas da suíte. Biondo et al., Registry, coordinate, cadastre (manuscrito em preparação, 2026).
MapBiomas e Hansen precisam ficar separados porque medem coisas diferentes. Uma exportação de abril de 2026 atribuía 305.250 ha de perda Hansen a 2024 na Terra Indígena Kayapó, cerca de dois terços de toda a perda de 2001–2023 num único ano. Era a cicatriz de um incêndio, não desmatamento: a perda do Hansen registra a queda da copa por qualquer causa (Curtis et al., 2018). Biondo et al., Registry, coordinate, cadastre (manuscrito em preparação, 2026).
Unidades muito grandes passam por um desvio. Acima de 1.000.000 ha, o Yvynation divide a geometria em quatro quadrantes, porque o Earth Engine estourava o tempo ao calcular o anel de terras com mais de uns 2 milhões de ha. Antes de montar o PDF, o lote soma de novo as classes, as transições e a perda anual dos quatro pedaços e refaz os percentuais, para que o relatório descreva a unidade que o cadastro nomeia. As tabelas por quadrante ficam no ZIP. Biondo et al., Registry, coordinate, cadastre (manuscrito em preparação, 2026).