Desenhe a área: a pergunta que nenhum mapa oficial faz
Nem toda pergunta cabe numa terra indígena ou numa unidade de conservação. Desenhe um polígono, ou envie um arquivo, e o Yvynation roda nele as mesmas análises: MapBiomas, Hansen, a linha do tempo e a zona em volta. O exemplo daqui é uma faixa desenhada ao longo do rio Madeira, onde duas usinas encheram seus reservatórios a partir de 2011.
Carregando o exemplo no Earth Engine (a primeira visita pode levar até um minuto)…
—área do polígono desenhado real
—vegetação nativa dentro, no último ano
—vegetação nativa em volta
—de cobertura arbórea perdida dentro, 2001–2024 (Hansen) real
real calculado agora, a partir de dado de satélite ou da geometria do catálogo.
ausente análise que não respondeu neste cálculo.
1
Desenhar, ou enviar um arquivo
Na análise por geometria, a barra de ferramentas do mapa desenha polígonos, retângulos e pontos, e o painel de envio aceita GeoJSON, shapefile (zipado) e KML. Dá para guardar várias áreas e comparar. A pergunta deste exemplo, só uma área desenhada responde: o que os reservatórios do Madeira inundaram?
No aplicativo: na portada, o cartão Análise de Geometria; no mapa, as ferramentas de desenho e o botão Salvar Desenho. Link direto: /?modo=desenho.
2
Dez quilômetros em volta, para comparar
Um número dentro da área só ganha sentido ao lado do que acontece fora dela. Assim que a área é escolhida, o Yvynation cria sozinho um anel de 10 km para fora da divisa e roda nele as mesmas análises.
No aplicativo: painel Buffer Zone na barra lateral: o anel de 10 km nasce junto com a área, e outro raio pode ser pedido em Create.
3
Dentro e fora, no último ano
O MapBiomas Coleção 11 classifica todo ano cada pixel de 30 m do Brasil. A área de cada classe sai do tamanho real de cada pixel, não de 900 m² fixos. As barras comparam a fatia de cada classe dentro e em volta.
No aplicativo: botão Executar todas as análises depois de salvar o desenho e aba MapBiomas em Resultados.
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Quarenta anos em três fotografias
A mesma conta em 1985, 2005 e 2025: quanto de cada zona é vegetação nativa (floresta, savana e campos). No mapa, o primeiro ano da série, para comparar com o passo anterior.
No aplicativo: aba Comparar (dois anos lado a lado) e aba Multi-window (vários anos de uma vez).
5
O que virou o quê
O diagrama liga cada classe de 1985 à classe que o mesmo pixel tinha em 2025. A faixa que liga uma classe a ela mesma é o que ficou igual; as que cruzam são a mudança.
No aplicativo: aba Comparar, com a matriz de transições, e aba Treemaps, uma por classe.
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Uma segunda opinião sobre a floresta
O Hansen/UMD mede outra coisa: cobertura de árvores, não classes de uso. Parte da copa de 2000, marca o ano em que cada pixel perdeu as árvores e soma um ganho sem data. Quando MapBiomas e Hansen contam a mesma história, ela fica mais firme.
No aplicativo: aba Hansen GFC, e aba Hansen/GLAD para a cobertura de um ano.
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Ano a ano: desmatamento, regeneração e fogo
A linha do tempo junta quatro séries anuais: o desmatamento de vegetação primária e a regeneração (MapBiomas Desmatamento e Vegetação Secundária), a perda de copa (Hansen) e as cicatrizes de fogo (MapBiomas Fogo).
Nos reservatórios, boa parte da mudança depois de 2011 não é desmatamento para uso: é floresta que virou água. O diagrama de transições do passo 5 separa uma coisa da outra.
No aplicativo: aba Timeline, que pode sobrepor o contexto político (governos federal e estadual) e o ENSO.
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A mesma linha, dentro e fora
Para comparar zonas de tamanhos diferentes, o desmatamento vira hectares por 1.000 hectares de cada zona. Se a linha de fora sobe e a de dentro não, a divisa está segurando; se as duas sobem juntas, a pressão já atravessou.
No aplicativo: aba Timeline, com a zona de amortecimento ligada.
9
Relatório, tabelas e mapas para levar
Tudo o que aparece nas abas sai do aplicativo: relatório em PDF, tabelas em CSV, mapas e gráficos em PNG, num ZIP só. Os dados gerados no Yvynation são abertos (CC BY 4.0), com a fonte de cada camada.
No aplicativo: painel Export & Download abaixo dos resultados, e Como Citar no topo.
yvynation.umaterra.com.br
Carregando…real
Calculando o exemplo no Earth Engine (a primeira visita pode levar até um minuto)…
A análise por geometria, com as ferramentas de desenho à esquerda do mapa. print
O que o Yvynation não diz
A área desenhada não tem valor legal. É a pergunta de quem desenhou. Os números valem para aquele polígono, não para um imóvel, um município ou uma bacia.
O traço importa. Desenhado em escala regional, o polígono pega margens e ilhas que um desenho fino deixaria de fora. A conta é exata para o polígono, não para a intenção.
Inundação não é desmatamento para uso. O satélite vê floresta virar água; licenciamento, compensação e supressão autorizada ficam de fora.
A zona de 10 km é só comparação. É um anel igual para qualquer área, para ver se a mudança é do polígono ou da região.
Não enxerga abaixo de 30 m. Clareiras pequenas e degradação sob a copa escapam do MapBiomas e do Hansen.
A suíte UmaTerra se organiza por quem traça o limite analisado: o Estado (terras indígenas e unidades de conservação), o próprio analista (um ponto, no Naturametrics) ou o dono do imóvel (o CAR, no Camposcope). Uma área desenhada fica do lado do analista, porque o limite não existe até alguém traçá-lo. O Yvynation lhe dá o mesmo tratamento das áreas oficiais, com o anel exclusivo de 10 km, para que os números sejam comparáveis. Biondo et al., Registry, coordinate, cadastre (manuscrito em preparação, 2026).
O anel é exclusivo: começa na divisa e deixa a própria área de fora, para que nenhum hectare entre nas duas contas. Mesmo assim, ele é uma região de comparação, não um contrafactual. O desmatamento empurrado de dentro para fora (o chamado vazamento) aumenta o contraste, e áreas protegidas costumam ser criadas em terras que já eram menos ameaçadas (Ewers & Rodrigues, 2008; Joppa & Pfaff, 2009). Por isso a tela compara, mas não credita à divisa a diferença. Biondo et al., Registry, coordinate, cadastre (manuscrito em preparação, 2026).
A área vem de pixelArea(), a área de verdade de cada pixel, e não do número de pixels vezes 0,09 ha. O pixel do MapBiomas é medido em graus, e sua área encolhe à medida que se afasta do Equador. A convenção nasceu no Naturametrics e chegou ao Yvynation em agosto de 2026, um dos módulos que circulam entre as três ferramentas da suíte. Biondo et al., Registry, coordinate, cadastre (manuscrito em preparação, 2026).
MapBiomas e Hansen precisam ficar separados porque medem coisas diferentes. Uma exportação de abril de 2026 atribuía 305.250 ha de perda Hansen a 2024 na Terra Indígena Kayapó, cerca de dois terços de toda a perda de 2001–2023 num único ano. Era a cicatriz de um incêndio, não desmatamento: a perda do Hansen registra a queda da copa por qualquer causa (Curtis et al., 2018). Biondo et al., Registry, coordinate, cadastre (manuscrito em preparação, 2026).
Os números desta página são da Coleção 11 do MapBiomas (1985–2025), padrão nas três ferramentas desde 14 de outubro de 2026. Exportações anteriores, feitas com as coleções 9 e 10, continuam com a coleção original. Não compare classe a classe: a Coleção 11 recodificou algumas classes (a 77 substitui a 13, formação campestre e arbustiva). Biondo et al., Registry, coordinate, cadastre (manuscrito em preparação, 2026).